30 outubro, 2006

Ser o Mano...

Ser humano não é fácil. Nunca foi. Desde o tempo em que descemos das árvores para partir pedra e fazer fogueiras na savana até à vontade tremenda que o Neil Armstrong teve de fazer xixi quando deu o primeiro passo na lua a condição humana sempre foi, no mínimo, complicada.

Há várias explicações para isso. Quem conseguiu ler os existencialistas como Sartre, Heidegger e Camus sem uma caixa de Valium saberá que a existência humana é, admitamo-lo, absurda. Sartre sugeria que qualquer homem minimamente inteligente deveria suicidar-se ao ser confrontado com o absurdo da existência. Se eu andasse a comer a Simone de Beauvoir pensaria o mesmo. Já Camus, que devia ter relações bem mais interessantes, sugeria a revolta do Homem contra esse absurdo. Gosto disso. Sim pá, sou o saco de porrada dos deuses, nasci sem que ninguém me pedisse opinião, sofro todo o tipo de doenças e maleitas e ainda por cima sinto culpa porque há sempre alguém mais miserável que eu, o mundo é feio e a sociedade cruel, sei que vou morrer e que não há nada para lá da morte… mas ergo alto o meu punho ao céu e na plenitude da minha revolto grito em plenos pulmões “Foda-se, tira-me aí mais um fino!”

A verdade é que não vale a pena pensar muito sobre a condição humana, nem sobre as grandes questões filosóficas como “porque nascemos”, “existe possibilidade de obter conhecimento seguro sobre qualquer coisa”, “qual a melhor forma de viver a vida” ou “porque é que aquela boazona anda com um monstro daqueles em vez de andar comigo que lhe daria carinho e amor”. Não vale a pena! Eu pensei muita a fundo sobre tudo isto e tive um esgotamento (o nome técnico é transtorno de ansiedade… o que lembra a tal angst de que falavam esses decrépitos existencialistas), e tive de ir a um psicólogo e ser medicado e, o que é pior, enquanto fazia a medicação não podia beber cerveja.

Vale a pena aplicar o intelecto (ou o que resta dele) em coisas objectivas, tipo, como parar a inflação dos produtos vinícolas ou como conseguir levar uma gaja para a cama mesmo sendo pobre e feio.
Sou um optimista inveterado. Há sempre razões para viver, mesmo que a vida pareça ser cabra… não acreditam? Então olhem lá… o Porto marcou ou não marcou fora dos 90 minutos o golo da vitória sobre o Benfica? Deus é bom, meus amigos!

29 outubro, 2006

Saída a dois...

Já alguma vez se viu num encontro em que a sua companheira era uma mulher do outro mundo? Não uma extraterrestre mas sim uma mulher daquelas: cara como deve ser e adornada com o cabelo sedoso, corpo esbelto e torneado em que o par de calças assenta como tem de assentar e em que a camisa justa mostra bem o que há de escondido e desejado por baixo... Alguma vez? Pois... Eu também não ando com mulheres futeis... Mas já saí com uma digna de paragem para admiração! É verdade e é uma sensação no mínimo curiosa.
Todo aquele que seja homem, com gosto de o ser, admira o belo do exemplar feminino quando este é um mero transeunte na rua, sem olhar a repercusões, como ir contra postes ou levar com o "dedo", ou a meros acompanhantes dos exemplares. Eu sei que é assim, eu sou homem... Mas não divagando...
Pois bem; uma noite, duas pessoas, uma saída a dois! Uma pessoa normal, como este vulgo eu que escreve estas linhas, e outra de aspecto algo apelativo. Chame-mos a este último elemento "a Divina". E cá estamos nós perante os sujeitos desta questão mas ainda a faltar o cenário. Vamos pô-los num simples e banal shopping... E já agora numa segunda-feira à noite! Para pôr precisão na coisa. E lá estamos nós no nosso shopping, a Divina e o Vulgo, a passear. Que irão fazer? Hummmm... CINEMA!! Pois claro... Mas de barriga cheia! Por isso à que passar pelo belo do restaurante. E perante estes elementos todos parece que estamos encaminhados pó enredo. Vamos então iniciar aqui o que eu gostaria de chamar "A Hipotética Saída".
A andar no shopping... O normal: passear, falar, ver montras. Com a Divina: passear, olhar pó lado e ver gajo a olhar, falar e ver de relance o gajo do outro lado que tá a comentar com o amigo a beleza humana que presenciou, ver montras e reparar pelo reflexo que está todo o shopping a apontar na nossa direcção! O que se pensa na altura? Pensa-se isto: "Hoje devo estar particularmente bonito..." e lá ficamos todos contentes!
Passo seguinte, restaurante. Sentados à mesa num canto recatado. Primeiro facto estranho: o empregado que nos vem servir só olha pó Vulgo. Segundo facto estranho: depois de nos atender fala com todos os colegas e todos olham para a mesa onde Divina e Vulgo se encontram. Facto curioso: o Vulgo reparar nisto tudo! Mas é verdade... é possível! Durante o jantar é tudo do mais banal que se possa estar à espera. A Divina comerá pouco por causa dos torneados a manter e se se estiver com muita atenção puderá até verificar que a família a comer na mesa ao lado está toda concentrada na degustação e no diálogo. Com excepção, claro está, do macho adolescente que ainda acredita que há coisas mais interessantes para observar que o prato da massa. E nesta altura ainda está o casal, Divina e Vulgo, sentado na sua mesa. A altura em que os dois se levantam para se ausentarem do restaurante deixo à imaginação de qualquer um... Para manter um ambiente de "experiência nova" quando estes acontecimentos se passarem com os "vulgos" leitores.
Se ainda se lembram, a seguir a barriga cheia o que vem? CINEMA! Exacto... Bilhetes comprados há que buscar o apetrecho imprescindível no nowadays sala de cinema. E este qual é? A pipoca, pois tá claro... (Gosta da interacção?) E nesta altura ouvir-se-á de certeza: "Eu não posso... Já comi muito!". Mas toda a gente sabe que no fim já não há pipoca que reste do saco... E agora? Bilhete... CHECK! Pipoca... CHECK! Por isso, toca a entrar na sala. E perguntais vós todos juntos e cheios de vontadinha: "Que acontece aí de diferente?". Está muito bem que não saibam, mas o Vulgo é muito sossegadito e senhor de se meter no seu canto. Por isso quando toda a gente de uma sala de cinema olha que nem mochos para a sua entrada com uma Divina na sala para ver um mero filme ele assusta-se, pois claro que se assusta... Mas vê o filme sossegado. E vive a noite! Acabado cinema surge o fim da saída. E o regresso a casa é a parte que todo o vulgo pode individualizar...
Pois é... Uma saída com companhia de modelos de Adónis baseia-se nestes parâmetros! Eu tive essa felicidade, a de participar numa sem pagar e se por acaso alguém partilhar desse mesmo acontecimento e achar que foi muito diferente do aqui descrito por favor partilhe-o! Temos de nos preparar para tais coisas... Se por acaso ainda não lhe ocorreu tal situação e se houver hipótese de ocorrer aproveite a oportunidade! É algo que guardará para toda a vida e que lhe dará material de escrita e divagação que nunca ninguém julgou possível. E tudo é tão mais bonito quando se partilha...



Obrigado PO por teres essas capacidades inatas em ti e por teres permitido a minha companhia a teu lado. Sem ti nada disto seria possível!

21 outubro, 2006

DEBUT

Nós todos somos muitos... Vagueamos, devaneamos e andamos ociosamente por aqui. Vemos, absorvemos e apenas expiramos! Há que acreditar que uma rolha também pode ser berlinde se vista da maneira correcta! Não acreditas? Pergunta aí ao amigo do lado... Qué q'ele disse? Que não é assim? 'Tá certo... Então pergunta-te:
"Este amigo do lado é que manja disto ou é o Maior que escreveu isto que percebe desta coisa?"
E pega lá... Dei-te a capacidade de teres mais uma dúvida em ti!
E eu pergunto-me: será Ser Humano todo aquele que o pensa ser mesmo sem saber que o Ser pode não ser Humano?

Ora bem... Seja benvindo à natureza do meu ser e à mess that wanders in my mind all day long!