Ser o Mano...
Ser humano não é fácil. Nunca foi. Desde o tempo em que descemos das árvores para partir pedra e fazer fogueiras na savana até à vontade tremenda que o Neil Armstrong teve de fazer xixi quando deu o primeiro passo na lua a condição humana sempre foi, no mínimo, complicada.
Há várias explicações para isso. Quem conseguiu ler os existencialistas como Sartre, Heidegger e Camus sem uma caixa de Valium saberá que a existência humana é, admitamo-lo, absurda. Sartre sugeria que qualquer homem minimamente inteligente deveria suicidar-se ao ser confrontado com o absurdo da existência. Se eu andasse a comer a Simone de Beauvoir pensaria o mesmo. Já Camus, que devia ter relações bem mais interessantes, sugeria a revolta do Homem contra esse absurdo. Gosto disso. Sim pá, sou o saco de porrada dos deuses, nasci sem que ninguém me pedisse opinião, sofro todo o tipo de doenças e maleitas e ainda por cima sinto culpa porque há sempre alguém mais miserável que eu, o mundo é feio e a sociedade cruel, sei que vou morrer e que não há nada para lá da morte… mas ergo alto o meu punho ao céu e na plenitude da minha revolto grito em plenos pulmões “Foda-se, tira-me aí mais um fino!”
A verdade é que não vale a pena pensar muito sobre a condição humana, nem sobre as grandes questões filosóficas como “porque nascemos”, “existe possibilidade de obter conhecimento seguro sobre qualquer coisa”, “qual a melhor forma de viver a vida” ou “porque é que aquela boazona anda com um monstro daqueles em vez de andar comigo que lhe daria carinho e amor”. Não vale a pena! Eu pensei muita a fundo sobre tudo isto e tive um esgotamento (o nome técnico é transtorno de ansiedade… o que lembra a tal angst de que falavam esses decrépitos existencialistas), e tive de ir a um psicólogo e ser medicado e, o que é pior, enquanto fazia a medicação não podia beber cerveja.
Vale a pena aplicar o intelecto (ou o que resta dele) em coisas objectivas, tipo, como parar a inflação dos produtos vinícolas ou como conseguir levar uma gaja para a cama mesmo sendo pobre e feio.
Sou um optimista inveterado. Há sempre razões para viver, mesmo que a vida pareça ser cabra… não acreditam? Então olhem lá… o Porto marcou ou não marcou fora dos 90 minutos o golo da vitória sobre o Benfica? Deus é bom, meus amigos!

4 Comments:
O outro Cenas da "vida é um fardo" é que percebe da coisa... Já o Stephen King o tentou mostrar com uma escrita por fascículos que mais tarde se juntou em livro para depois virar filme e cujo nome não divulgarei para não me denunciar mas que aconselho o visionamento! Temos de ser derrotistas e pensar que tamos aqui pa ser jogados por algo ou alguém que não conhecemos. Pelo menos é assim que vejo tudo...
Só nao percebi se a parte do “porque é que aquela boazona anda com um monstro daqueles em vez de andar comigo que lhe daria carinho e amor" era a falar de mim.......
GOD, or someone else, BLESS PROZAC!!
Não temos nada de ser derrotistas. A vida é boa, se bem que acidentada. Havendo saudinha há felicidade, acredita.
A parte do "porque é que aquela gaja...etc" era mesmo a falar de mim... deves achar que és o único gajo pobre e feio, não? Deves ter a mania que és mau...
Não percebo... Atão sou eu o gajo que gosta de mulheres magras e tu dizes isso da Simone?! Ela até é pó jeitosa ora observa lá
http://www.klassekampen.no/kk/index.php/news/home/artical_categories/kultur_medier/2005/november/de_kunne_ikke_vaere_fullkomne
não? Não é como gostas? Com algo pa agarrar?
"... como conseguir levar uma gaja para a cama mesmo sendo pobre e feio."
Economize uns trocados e compre a hora de uma prostituta, pois assim movimentas a economia.
Caso buscas além de uma horinha sem substância nem laços, seria mais prudente pensares primeiro na pessoa por inteiro, sem imediatismos, antes de se concentrar na vagina (ou cu? cada um com seu cada qual).
Ser pobre e feio/a só importa realmente quando os colocamos como condições contrárias ao viver.
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