15 abril, 2007

10 horas

Em qualquer altura que uma oportunidade surja uma pessoa só tem mais é que aproveita-la. Eu penso assim mas a minha dificuldade prende-se mais em perceber de que efectivamente se trata de uma oportunidade...

Todo aquele que preenche um Curriculum Vitae pela primeira vez apercebe-se da quantidade de alíneas presentes neste em que a sua capacidade de preenchimento é nula quer seja porque há competências sociais mas nada que o comprove, competências de organização embore a nossa mãe não assine nenhum documento a confirma-lo ou mesmo porque desde miudinhos que jogamos Solitaire e a Microsoft não passa um diploma à nossa pessoa por tal experiência. E encontrando-se uma pessoa nesta situação só tem mais é que preencher lacunas!

Um Seminário, um sábado.
Quem seria capaz de dizer não a uma proposta de passar um dia num Seminário? Seminário este que teoricamente custaria uns trocados mas que nos enriqueceria o CV, que é como quem diz, dá-nos um comprovativo para preencher-mos uma alínea em vez de a cortar, mas gratuitamente já que a publicidade pagaria tudo. Como pessoa normal disse "Sim". E fui pessoa do tipo I porque levei companhia...

Foi tudo muito bonito! Mas houve várias coisas ao início difíceis de perceber:
1) Porque é que isto não começa a horas?
2) Porque é que há várias pessoas a tirar notas?
3) Porque é que fiquei cá à frente?
4) Porque é que eu não vou às aulas e venho a isto?
5) O que é isto?

À medida que o tempo passava ia conseguindo sacar uns esboços de respostas às minhas dúvidas...
1) Dez horas de Seminário, não sempre a ouvir, mas desde a hora de início à hora do seu fim.
2) Quase no fim, e após ter adormecido duas vezes, apercebi-me que o orador dizia pérolas, que mereciam o seu registo, tais como "Sem a resistência e pressão do ar não pomos o bicho lá fora!".
3) Porque sou estúpido e gosto que me observem a dormir.
4) Continua um mistério...
5) Pá... Um Seminário, pelos vistos!

No fim destes momentos posso dizer que "nós só obtemos o controlo emocional quando estamos confortaveis, o que nos permite escolher por quem nos apaixonamos" sem nunca esquecer para "se não fizeres por vós, faz por quem vos estima" dado que sou uma pessoa do tipo C e que tenho um amigo do tipo S e ambos temos uma fotocópia para pôr nos anexos do CV! Mas não vamos "arrepiar caminho" e para sempre ter a "indignação do justo"... Isto claro, tendo em conta as 25% das pessoas que estão acima da fasquia.