24 novembro, 2006

Umbigo

Preciso de ajuda... Há algo que me assola, que me deixa uma dúvida terrível! Chego mesmo a sentir-me afrontado...

Segundo contas antigas, encontramo-nos em Novembro. E, pelo menos em solo nacional, as condições atmosféricas têm feito tudo para puder classificar este mês de ventoso e, principalmente, de chuvoso. Mas há uma espécie de indivíduas que se revolta com tudo isto, não querendo crer que o nosso planeta tem uma vida própria que propicia estes acontecimentos.
Estes seres têm uma capacidade inata de resistência! E isto é o que me aflige... Como é que é possível estas indivíduas conseguirem andar nestas condições meteorológicas de umbigo destapado? Com a sua barriguinha à mostra, ao relento, desabrigada... O que sentirão? O que as levará a fazer isso? Que promessa terão feito?
Pessoalmente, considero que não é preciso estarmos com três quilograma de lã em cima para se aguentar um inverno neste país... Bastará um metabolismo com uma alta capacidade de emanação de calor e um trapo que seja capaz de reter parte dele! É assim que funciono e até agora tem resultado... Mas se não há peça de tecido por cima como se aguentam elas?!?!
Temo por mim, temo pelos umbigos, temo pelos pêlos arrepiados que tanto se devem empertigar... Preciso de respostas... Não quero pensar que é auto-flagelação por um olhar como o meu...

Por favor... AJUDEM-ME!

19 novembro, 2006

Fim-de-semana

Toda a gente à porta, toda a gente na sala, toda a gente à minha espera... Tava tudo marcado mas as minhas horas são diferentes das dos outros. Tudo empacotado, atrasados... PARTIMOS!!
O bichano azul runfa, um gajo dá-lhe brita e a ouvir
"Por que dormes
Por que dormes
Frei João?
Frei João?
Vai tocar o sino
Vai tocar o sino
Dlim, Dlim, Dlão
Dlim, Dlim, Dlão..."
com uma pitada do pimpolho do Iran lá vamos nós para o nosso destino de palhaçada...
Chegados ao destino, comunica-se presença ao motivo da nossa passeata! Intermarché powa e de belo do chouriço pa assar com a vodka, que por sinal arde, na cesta juntamente com a massa já há jantar planeado. Playstation 2 turned on, PES5 a derreter.
Troca de mensagens...
Recebendo uma mensagem inesperada e inquietante pelo meio, lá se consegue arranjar plano noctívago, que estranhamente começa com uma garagem com café, açúcar e facas! E no obscuro duma Cintra Preta, há marcações individuais organizadas...
"Tu e ele! Switch ali porque coisa e tal e já tá!"
Próximo destino? Regresso urgente, atribulado, apertado e consideravelmente olfactivo a casa por razões extremamente violentas e incapazes de serem refutadas perante as provas...
Mais uma pausa...
Ela derrete mais um pouco até à chegada da mensagem.
Mensagem chega, a família parte! Pai ao volante, mãe no lugar do morto e filhos nos seus lugares previamente marcados... Lá vamos ter com os free-pass's!
Free-pass na mão, pares formados para a entrada, entrada, elemento surpresa após entrada! Variavel principal da equação torna-se de "determinação" difícil...
As coisas correm.
"TXIIIIIIIIIII... Nunca vi tanta gaja numa disco!"
CARTÃO MISTÉRIO!!! Bar...
"Não lhe dês mais!"
"Dois e ficas encostado à parede!?!?"
"HEHE!!"
"Micção... Tenho de ir à micção!"
"Tás aqui?"
E aí entra outra variavel na equação...
"Vamos para ali..."
"Não e tal... Para ali... Eles tão ali!"
"Sofás?"
...
Chafurda, chafurda...
"Pega a carteira!"
"Já te disse pa saíres umas duas vezes..."
"E o baptizado?"
"ELE TÁ ALI!!!"
"Trazeis-me às onze?"
"Tic Tac, Tic Tac, ouço o Tic Tac..."
"Eu durmo ali..."
"HEHE!!"
"Arrumem pa irmos"
"Arrumem pa irmos..."
"Arrumem pa irmos!!"
"Já vamos!"
"Depois compenso-te"
"Quando se repete?"
"Tu passas mas ainda te olho pá gaja!!"
"Xau aí Granda Bói!"
"A sério... Foi demais!"
"Xau aí, xau aí."
Fim. Regresso ao ponto de partida. A minha porta, a minha sala.
Foi o que foi, deu no que deu... Nós somos o que somos mas também somos algo que todos sabemos que é o que muita gente quer ser, tentar ter e apenas não tem a sorte de o conseguir viver!
Todos nós queremos mais...
Todos nós sabemos que há mais!
Minha "Família"... Cá fomos, cá voltamos! "Dlim, Dlão" vai mas é acordar o Frei João que há mais dias para a gente!

A vocês que me percebem!! :D

12 novembro, 2006

A very long post

Someone said “with great freedom comes great responsibility”. When one is a child one has no responsibility whatsoever, parents and nannies do everything for us. If you are a president of some kind you have a lot of freedom (you’re the boss) but you do have a responsibility. When you are independent from your parents you have great freedom but than again you have the responsibility of working, paying taxes, managing your money, etc.

The fundamental dilemma of human existence is that there is no happiness without freedom but too much responsibility takes the joy out of living.

How do we find a balance? I’m still looking for the answer, but I have some clues: avoid power, enjoy the freedom of self-determination but avoid the freedom to interfere with other people’s life, cause that brings responsibility. This is what we, low-middle-class poor but with enough money to eat and drink beer, do.

I cried of happiness often in my life. I was perfectly and absolutely happy as a child, when I was unaware that I wasn’t free. I was exploring the world and since I was blessed with living in a civilized country and with a family that loved me and provided me with all basic needs, the world seemed an infinitely beautiful place. Beauty would make me cry of joy. Small things like the autumn sun going through a window, trees and birds, the ocean…

With adolescence you realise that
1) You are not free
2) The world is in fact full of ugliness (children starving, homeless people, wars…)
3) You have desires and those desires are not always met (just think about people you fell in love with and did not correspond you)
4) You start making questions, profound, personal, philosophical, impossible to be answered questions

Adolescence is the expulsion of Eden, it is the Paradise Lost.

I suffered like hell as a teenager, like we all did, I’m sure.

Later, in University, I had a stable life. I was living on my own and I had the freedom of my parents giving me money (not much, luckily, but enough) and only the little responsibility of getting good marks. As I loved what I was studying it wasn’t a heavy responsibility. I had a girlfriend, good friends, and above all… health. I discovered that 99% of happiness is about being healthy. If you have cancer or a severe illness, it is almost impossible to be happy. I cried of happiness once just by looking at a tree in my campus and realising how beautiful it was! Pure, immaculate, harmonious happiness.

When I started working, the responsibility of it destroyed part of my freedom. My health got worst. It was my second lost of paradise. I was making too many questions and believing it is good to make questions. I still think it is essential to make questions… but just don’t put much hope in obtaining answers. Doubt is a good thing, certainties are for fanatics.

But one thing I do know. If I was happy before, I can be happy again. And, contradicting myself, that is a certainty.
I found out the second part of the secret of happiness, besides being healthy: helping other people being happy
. If you concentrate on other people’s problems you just forget your own. There is pure happiness in altruism, in doing good. Psychiatrists recommend it for depressions, doing good things releases endorphins, its official.

For someone interested in the subject read a small but eloquent philosophical analysis written by one of the most brilliant philosophers ever, Sir Bertrand Russell, entitled “The Conquest of Happiness” (A Conquista da Felicidade, Guimarães Editoras – há na FNAC e custa 6€).

Finally, I recommend listening to the song “I don’t want to grow up” by Tom Waits (the guy who said “I’m not drunk but the piano has been drinking”).

When I'm lyin' in my bed at night
I don't wanna grow up
Nothin' ever seems to turn out right
I don't wanna grow up
How do you move in a world of fog
That's always changing things
Makes me wish that I could be a dog

When I see the price that you pay
I don't wanna grow up
I don't ever wanna be that way
I don't wanna grow up

Seems like folks turn into things
That they'd never want
The only thing to live for
Is today
I'm gonna put a hole in my TV set
I don't wanna grow up
Open up the medicine chest
And I don't wanna grow up

I don't wnna have to shout it out
I don't want my hair to fall out
I don't wanna be filled with doubt
I don't wanna be a good boy scout
I don't wanna have to learn to count
I don't wanna have the biggest amount
I don't wanna grow up

Well when I see my parents fight
I don't wanna grow up
They all go out and drinking all night
And I don't wanna grow up
I'd rather stay here in my room
Nothin' out there but sad and gloom
I don't wanna live in a big old Tomb on Grand Street

When I see the 5 o'clock news
I don't wanna grow up
Comb their hair and shine their shoes
I don't wanna grow up

Stay around in my old hometown
I don't wanna put no money down
I don't wanna get me a big old loan
Work them fingers to the bone
I don't wanna float a broom
Fall in and get married then boom
How the hell did I get here so soon
I don't wanna grow up

11 novembro, 2006

Situação

Definitivamente, eu não tenho muito jeito para me lembrar de caras e dos nomes pelo qual cada cara responde... E em certas alturas isso é propício a uns acontecimentos no mínimo caricatos.

Ia eu hoje a dar o meu passeio vespertino pelo belo do shopping quando me deparo com uma montra atractiva. Paro e olho... Interessa! Logo, entro. Aquando da entrada reparo que a menina que estava a atender um outro cliente focalizou um novo alvo: Eu! Senti-me algo pressionado mas continuei a olhar para ela porque havia algo naquele olhar... Era diferente! Não era o olhar "IEU BIRABA-TE!!"... Mostrava mais ser um "huuummmm". Então eu insisti com a minha cara de intrigado até que ouço isto:
- Olá! Bem me parecia que a tua cara não me era estranha!
Este início de conversa deixou-me logo nervoso... Mas claro, como eu sou, e perante esta situação, saquei logo de um sorriso, cumprimentei-a e perguntei - Então como 'tás?
Aí a minha mente pôs-se logo em acção, pesquisando a base de dados à procura da informação necessária para tentar perceber o que se estava a passar! Mas até à altura sem sucesso...

A minha reacção ao cumprimento da "Estranha" foi do melhor que eu podia ter tido. Com esta minha pergunta inocente fui capaz de introduzir tema de conversa na mente dela, visto que eu nesta situação só ia mesmo conseguir falar do tempo... E com isto começa a Estranha:
- Ah tou bem... E tu? Já deves tar a acabar a faculdade, né?
AH HA! UMA PISTA, UMA PISTA!! Se eu já devo tar a acabar a faculdade isso quer dizer que a Estranha não anda comigo na faculdade para não saber se eu estou efectivamente a acabar o curso ou não! Pois bem... Hipótese "Estranha da faculdade" eliminada! Falou nos estudos... Deve ser de uma das escolas anteriores ao ensino superior! Que é que vocês acham? Talvez, talvez... Continuando:
- É... Já falta pouco... - afirmo eu sem ter muito de que falar e a reparar no coitado do cliente que queria comprar uma prenda por menos de 4€ (sim, foi requisito do homem!) mas que ficou sem a ajuda da profissional, visto que a Estranha gostou mais de relembrar o passado comigo, preferindo vaguear pela loja...
- Eu outro dia vi um rapaz... Assim um alto, grande que era da tua turma...
PISTA NÚMERO DOIS!!! Já estamos a chegar a qualquer lado... O que é que nós sabemos? Que a Estranha conhece-me do secundário porque com a descrição que me foi apresentada só pode ser de lá...
- Ah! Deve ser o J!
- Ele tava ali todo mau pós caloiros... Ele não era assim...
- Blah blah blah.
- Blah blah?! Blaaaaaah...
- Blah!!
- ...
Até que a Estranha voltou mesmo para a beira do cliente para continuar a ajudá-lo...
E agora sim, entrei na loja para ver as coisas e finalmente encontro-me a cumprir o meu objectivo. Olho, observo... Vou pegando numas potenciais prendas engraçadas para dar mas sempre a pensar no enigma "Estranha"! E por mais que pense nisso continuo sem ideias...
Depois da loja estar vista uma pessoa normal naturalmente... sai da loja! Mas como não sou rude, esperei para me despedir da minha conhecida;
- Adeus! Fica bem!
- Adeus! Gostei de te ver! Volta cá mais vezes!
Cá está... A TERCEIRA PISTA!!! Eu se calhar até me dava bem com a Estranha... Pela despedida tão efusiva...
E agora amigos, já temos as três pistas! O que é que fazemos? Pensar, pensar, pensaaaaaaar... Mas infelizmente ainda não sei com quem falei. Mandei logo mensagem a potenciais personagens que me pudessem ajudar mas nada... E perante isto tudo, parece mesmo que não tenho hipótese: embora os meus pais não gostem, vou continuar a ter uma "Estranha" como amiga...




Depois desta data de S. Martinho se ter tornado fatídica por alguns acontecimentos passados e nunca olvidáveis, fica aqui a promessa de que quem está nunca virá a ser um "Estranho" a estes olhos.

07 novembro, 2006

Like the other one said: "Feelings"

I do have feelings... They do mess me all up but day by day I try to understand them and myself.

Unfortunaly, we can't choose what we feel. I'd like to be able to do it and "I try, try, I really try" to BUT I CAN'T! Why are we so strange, why are we so uncapable, why can't we all be like mosquitos that only breed and suck blood for a living? That would certainly be nice...

I'm starting to think I think too much. I should let the sun come up and down everyday without thinking "why in the hell do we call time to that" but wondering instead what I am going to have for breakfast! I wake up at night because I'm just dreaming with what I feel and then I just can't go back to sleep because I start to think about why do I feel it and why was I thinking about it!! Please... All Mighty Brain, me wants to be a kid again. Me doesn't want responsabilities. Me wants to be forced to eat soup by my mummy. Me wants bars around my bed. Me wants diapers to hold my poopy. Me doesn't want to grow up!

Are retards happy? I think they are... Have you ever seen a depressive person who didn't have responsabilities or just didn't think about his life? In fact, do we even know what happiness is? Do we try to be happy? Do we live to be happy? Happiness is an ephemeral thing... We become happy when we won a game but then happiness fades away... We become happy when we win the lottery but then happiness... PUFF! We become happy if we beat a world record but then... Off with the happiness!

I don't want to feel what I feel and I want to feel what I can't feel... What can I do? And don't you want to be able to work that way too? Damn... I want wings to be like a chicken!


Please Mr This Feeling... Just give me a never ending pool and I won't bore you again!

01 novembro, 2006

Tic Tac

Acabei de acordar. E após mais de 25 horas acordado seguidas de umas 8 de sono só me pode passar uma coisa pela cabeça... Uma dor! E tudo bate certo porque efectivamente passa.

Mas os efeitos de tanto tempo acordado são muito variados e partindo do princípio que Red Bull, Pit Bull ou outra Bullshit dessas não entrou no nosso organismo começamos a viver num mundo diferente! Eu tenho algumas das visões desse estado ainda muito presentes e por isso a minha urge em relatá-las visto que não gosto de guardar nada em mim...

Efeito 1, aquele que nos faz ver que há realmente nisto algo fora do normal:
Querendo escrever mensagens no telemóvel, sempre de pé e encostado a um varandim de um primeiro andar, torna-se desafio! Não porque não temos forças nem capacidade para articular as palavras com os polegares mas sim porque vai acontecendo isto repetidas vezes...
Mensagem:"Ainda vais a algumn deijrht dhu. sth"
Acorda-se, olha-se pó telemóvel, assustamo-nos e corrigimos...
Mensagem:"Ainda vais a algum lado? Se foszfrjg kjd"
And again. Acorda-se, olha-se pó telemóvel, e apenas corrigimos...
Mensagem:"Ainda vais a algum lado? Se fosses pa tua casa ainda ia mahd hdeu jofjd eg"
E agora? Acorda-se, sorri-se por ser tão estúpido o que está a acontecer, e volta-se a corrigir...
Mensagem:"Ainda vais a algum lado? Se fosses pa tua casa ainda ia ctg mas agr assim..."
E envia-se a mensagem! O melhor disto tudo? Quando acordares vais ver as mensagens enviadas e tens lá uma assim: "Ainda vais a lado? Se fosses tua casa arinda tia ctg mas agr assi..." E chegas a ter dificuldades em saber o que pensavas na altura.

Efeito 2:
Manter olhos abertos torna-se desafio! Mas mesmo estando com eles abertos ainda há outra batalha.. Ver! Por isso risca o sentido Visão das tuas capacidades.

Efeito 3:
Andar em frente vira mito. E a acartar coisas pesadas ainda pior... Por isso vais dar por ti a fazer as coisas muito devagar para não partires o que carregas nem para teres de ser tu a carregar com tantas coisas, deixando isso para os capazes... SIM! Porque tu estás neste estado mas ainda pensas um pouco.

Efeito 4:
Falar... Parabéns! Tornaste-te um poliglota! Ninguém vai perceber o que estás a balbuciar e vais ficar irritado com isso porque tu até tens coisas com nexo para dizer! Mas também não vais conseguir exprimir a tua irritação porque o corpo não responde...

Efeito 5, o último antes do sono:
A Cama... Sítio de alguns momentos de paz... Altura de dormir na horizontal! Dificuldade? O adormecer... Já é dia, já tudo se mexe, já vizinhos saem de casa, já se batem portas, já a luz queima nos olhos, já tu desististe de tudo... E apenas deixas-te encostado no canto da cama a tentar fazer com que a tua mente habite outro estado e te recupere...


Nunca por nunca se pense que estando bêbado se tem isto tudo com o mínimo de esforço! Aqui não há euforia... É um estado letárgico! Puro e gratificante... E que vais querer repetir... E no meu caso já esta noite, logo a seguir a um banho...




You're the one who's always choking trojan
You're the one who's always bruised and broken
Drunk on immorality
Valium and cherry wine
Coke and ecstasy
You're gonna blow your mind

I understand the fascination
I've even been there once or twice or more
But if you don't change your situation
Then you'll die, you'll die, don't die, don't die
Please don't die
Please don't die
Please don't die
Please don't die